
Por Rosangela Vecchi Bittar
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Este óleo essencial é originário da Austrália, é uma planta também conhecida como Melaneuca, que possui galhos e tronco e galhos compridos, quando podada a árvore terá novamente uma densa folhagem em dezoito meses. Pertence a família botânica das Myrtaceae, a espécie mais conhecida é Melaneuca alternifólia (também existe outras espécies: melaleuca linariifolia/ melaleuca unciata).
É um remédio aborígine o povo bundjaling usava as folhagens esmagadas como cataplasma para feridas infectadas e problemas de pele. Recebeu o nome tea-tree (árvore do chá) quando o capitão Cook (1770) passou a utilizá-la como chá cotidiano. Em 1930 em artigo Medical Journal of Austrália comentou a sua não toxidade e eficácia como germicida.
Durante a Segunda Guerra Mundial, todos os envolvidos na produção e fornecimento deste óleo foram dispensados do serviço militar com o objetivo de suprirem a demanda dos soldados britânicos e australianos nas frentes de batalha. O óleo entrou na maleta de primeiros socorros de todos os soldados, e era chamado de “kit medicinal engarrafado”.
Tem como qualidades terapêuticas: antibiótico, anti-séptico, antiviral, bactericida, fungicida, imunoestimulante, tônico cardíaco, sudorífero.
Dentre os diversos tipos de usos que o óleo possui, podemos dizer que o mais interessante é na eliminação de bactérias causadoras de infecções. Pesquisadores australianos demonstraram uma ação rápida em vitro, de menos de uma hora sobre todas as bactérias das colônias estudadas, em diluições que variavam de 0,5% até 1,25% conforme o tipo de microorganismo. Eles estudaram a ação do tea tree sobre um tipo de “supermicróbio”, comumente resistente à meticilina o Staphylococcus aureus uma bactéria hospitalar que não responde a antibióticos e mata pacientes em todo o mundo. Descobriram que apenas uma pequena quantidade do óleo de tea tree (uma concentração de 0.25%, equivalente a 5 gotas em 100ml água),é suficiente para inibir o crescimento bacteriano; com o dobro da dosagem (0.5%), ele mata esta bactéria. Desta forma, o uso do tea tree é válido na purificação de água e alimentos (como alternativa ao cloro), no ar (em difusores ou ar condicionado) e na eliminação de infecções.
Aplicações Práticas:
Sistema Reprodutivo: vaginite tricomonal, outras infecções vaginais e leucorréia. Usar em banho de assento, compressas, creme local, duchas.
Sistema urinário: cistite crônica, infecções urinárias. Usar em banho de assento, compressas, creme local, duchas.
Tratamento de pele: acne, queimaduras, erupções, úlceras, feridas, psoríase, foliculite (pêlo encravado) e tratamento de escaras. Usar em loções, massagem, vaporização, compressas e banhos.
Sistema Respiratório: resfriados, gripes, infecções de gargante, dos brônquios, sinusite. Usar em massagem facial, inalações, esfregações no peito, compressas e banhos.
Tratamento odontológicos: gengivas inflamadas, úlceras bucais, higiene bucal. Usar diluindo em um catalisador e usar localmente.
Sistema imunológico: fortalecimento do sistema imunológico, infecções virais, herpes, gripes, catapora, infecções unhas, afta, etc. Nas onicomicoses (micoses de unhas), o Tea Tree deve ser usado puro, sobre a unha – aproveite para passá-lo nas unhas próximas, de forma que a micose não se transfira de uma unha para outra. Usar no óleo de massagem, banhos, infusores, escalda pés, compressas, loção de pele.
O uso veterinário do tea tree é outra alternativa de valor. Ele demonstrou grande eficiência numa pesquisa alemã na eliminação de diferentes tipos de microorganismos (ex. Malassezia pachydermatis) causadores de dermatite seborréica e micoses, especialmente em cães e gatos.
Da autora:
Especialista em Terapia Floral UFPE – Reiki Master – Aromaterapia
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